Junte-se a famílias ao redor do mundo ajudando seus filhos a falar um novo idioma com o Voiczy.
Grátis por 7 dias. Cancele quando quiser.
Por Ebru, que fundou o Voiczy
Publicado em: · Atualizado em:
Resposta rápida: dê a cada idioma um lugar claro no dia do seu filho e mantenha isso por anos. O jeito mais simples é um pai, uma língua: cada um dos pais fala sempre o próprio idioma com a criança. Espere que seu filho misture idiomas e entenda mais do que fala; as duas coisas são fases normais. Proteja o idioma de casa, porque do idioma local a escola cuida, e mantenha os avós e outros falantes presentes na vida do seu filho.
No mundo conectado de hoje, falar mais de um idioma vale mais do que nunca. Como pais que também estão criando um filho multilíngue, queremos contar o que funcionou para nós, o que não funcionou e o que aprendemos com especialistas pelo caminho.

Eu e meu parceiro viemos de culturas diferentes e falamos idiomas diferentes. Quando nosso primeiro filho nasceu, criamos uma regra: eu falaria minha língua materna, e meu parceiro, a dele. Essa abordagem é conhecida como método "Um pai, uma língua" (OPOL). É uma estratégia bem conhecida que ajuda as crianças a aprender dois idiomas de forma natural desde o nascimento. Aos dois anos, nosso filho já falava os dois idiomas no nível esperado para a idade.
Tínhamos ainda outro desafio: moramos como expatriados na Holanda, então o holandês seria o terceiro idioma do nosso filho, aprendido na pré-escola. Ficamos preocupados com a mistura de idiomas e com um progresso mais lento do que o esperado no holandês. Depois de conversar com as professoras dele, elas recomendaram fonoaudiologia (em holandês, logopedie) para apoiar o holandês dele, e nos deram conselhos valiosos.
Seguindo a orientação delas, começamos a fonoaudiologia e colocamos em prática as dicas que recebemos. No começo, íamos a uma fonoaudióloga a cada três semanas, mas, nessa frequência, o progresso era lento. Depois de alguns meses, mudamos para uma profissional que podíamos ver toda semana, e as melhoras vieram mais rápido e ficaram muito mais visíveis.
A primeira fonoaudióloga sugeriu que falássemos só um idioma em casa, mas sentimos que isso não combinava com a nossa família. A segunda, com mais experiência com crianças bilíngues, nos incentivou a continuar com o OPOL e garantiu que nossa abordagem era a certa para o nosso filho. Isso bate com o que diz a maioria das pesquisas atuais e dos especialistas em famílias bilíngues: a criança não precisa abandonar um idioma de casa para aprender o da escola.
Para manter nosso filho ligado às nossas duas culturas e a sotaques diferentes, fazemos chamadas de vídeo todos os dias com nossas famílias: irmãos, irmãs e pais. Durante essas chamadas, deixamos que ele tenha conversas inteiras sem interromper. Nós seguramos o celular e o incentivamos a começar a conversa, para que ele sinta que é ele quem está ligando para os avós. Isso faz bem para a confiança dele e para o vínculo com os avós, e faz bem para eles também. Os avós têm um papel importante no bem-estar das crianças, então vale a pena proteger essa ligação.
Se você mora longe dos seus pais, chamadas de vídeo frequentes deixam seu filho falar à vontade o idioma de casa com pessoas que adoram ouvi-lo.
Outra coisa que ajuda com a timidez são as mensagens de voz. Começamos a gravar e incentivamos nosso filho a contar uma história ou cantar uma música para os avós, e depois enviamos. Quando chega um áudio de resposta, ele se sente ouvido e valorizado, e isso fortalece a autoestima dele.
A maioria dos nossos métodos é digital porque moramos longe das nossas famílias. Se vocês moram mais perto, visitas frequentes e avós que fazem a parte deles são ainda melhores.
O bilinguismo vai além da comunicação: ele muda com quem seu filho pode conversar, com quais histórias ele cresce e como ele vê o mundo.
Alguns estudos mostram que crianças bilíngues se saem melhor em tarefas que exigem trocar o foco da atenção ou ignorar distrações; outros encontram diferenças pequenas ou nenhuma. As pesquisas são mesmo divididas, então desconfie de quem promete um filho "mais inteligente". O que ninguém discute é que as crianças podem aprender dois ou mais idiomas sem nenhum prejuízo para o desenvolvimento, e que os benefícios práticos são reais.
O bilinguismo permite que as crianças criem laços com os dois lados da família e conversem com avós e parentes no idioma que eles amam.
Um segundo idioma abre portas mais tarde: nos estudos, no trabalho, nas viagens e em comunidades diversas perto de casa.
Crescer com mais de um idioma dá às crianças a noção natural de que existe mais de uma forma de ver as coisas.
Apoiar a jornada bilíngue do seu filho começa por saber o que esperar em cada idade.
0 a 3 anos: construindo a base
3 a 7 anos: o vocabulário cresce
Dos 7 anos à adolescência: refinando as habilidades
Se a sua família fala dois idiomas em casa e seu filho estuda em um terceiro, como aconteceu com o nosso, algumas coisas ajudam:
Livros
Comunidades online
Recursos culturais
Não. Outras famílias usam o método "idioma minoritário em casa" (todos falam o idioma de casa dentro de casa e o idioma da escola fora), ou dão a cada idioma seus próprios horários e lugares. Escolha o que a sua família consegue manter por anos; a constância importa mais do que o método.
Crianças bilíngues atingem os marcos das primeiras palavras e das primeiras frases mais ou menos no mesmo período que as outras crianças, mesmo que o vocabulário delas esteja dividido entre dois idiomas. Se seu filho parecer atrasado nos dois idiomas, ou se você estiver preocupado, converse com o pediatra ou com um fonoaudiólogo que atenda crianças bilíngues, como nós fizemos.
Não. Misturar faz parte normal de se tornar bilíngue. Responda no seu idioma, use a palavra que estava faltando e deixe que ele a ouça do jeito certo. Com o tempo, ele vai separar os idiomas.
Sim. Muitas crianças crescem com dois idiomas em casa e um terceiro na escola. Garanta que cada idioma seja usado com regularidade suficiente e tenha paciência: o terceiro idioma muitas vezes começa com um período silencioso de escuta.
Não. Quanto mais cedo, mais fácil, mas as crianças continuam sendo ótimas para aprender idiomas durante boa parte dos anos escolares. Uma criança que pratica um pouco todos os dias faz progresso constante em qualquer idade.
Criar um filho bilíngue é um projeto longo, e muito recompensador. Seja constante, espere as fases (a mistura, os períodos de silêncio, as respostas no idioma "errado") e comemore cada palavra nova. Você não está só ensinando um idioma; está dando ao seu filho um jeito de pertencer aos dois lados da família e a uma parte maior do mundo.
Ver nosso filho conversar com os dois lados da família vale cada esforço. Se você quer ajuda para que um idioma continue fazendo parte do dia do seu filho, veja como o Voiczy funciona: alguns minutos de prática falada por dia, em 19 idiomas, criado por pais para pais.